Proposta - escrever um conto em que se preze mais pelas impressões do personagem que pelo próprio enredo (uma das características do Modernismo)

O Triste Fim de Joaquim Macedo

Após uma vida sofrida e corrida, meu amigo de oitenta e seis, Senhor Joaquim Macedo, faleceu. O dia começou muito mal, sem pássaros e sem aquele belo amanhecer espetacular dentre as montanhas, onde a imaginação se resplandece ao horizonte. Quando o telefone toca e a notícia trágica da morte do Seu Quim, como eu lhe chamava.
Seu Quim ficava todas as tardes vendo as pessoas passarem pela rua, e foi assim que o conheci e ficamos amigos, onde somente eu contava sobre minha vida e ele ouvia atenciosamente e me dava conselhos, muitos sábios por sinal.
Após o choque, não sabia se chorava ou se sorria, se falava, ou gritava, peguei o carro e fui á praça onde Seu Quim toda tarde ia, chegando lá, as pombas que no chão ciscavam estavam diferentes como se sentissem o triste fim de um companheiro. Pensei, refleti e me decidi ir ao velório.
Ao chegar, naquele local me senti tão mal e sufocada, como se tudo me fizesse chorar, as pessoas com trajes negros, dando mais ênfase ao clima negro que pairava sobre o lugar. Não tive coragem de chegar perto do corpo, em um relapso de memória tentei me aproximar e senti o chão desmoronar sobre meus pés, não conseguindo dar um passo nem à frente nem atrás.
Depois de horas, ali sendo velado, a funerária veio buscar o corpo, e ao jogarem a primeira pá de terra, senti como se dessem uma pancada em minha cabeça e vi que o fim de todos é morrer e "vestir o paletó de madeira" e ser jogado numa cova, onde poucas pessoas se lembram de você de verdade, não pelo que tem, mas como valor de pessoa.

Estático Humano
Augusto Martins, nome imponente, ainda jovem, na plenitude de seus 23, possuía uma residência em um dos bairros nobres de São Paulo, Morumbi. Carro, já tinha desde os 18. Filho de pai abastados, fazia sucesso em suas exclusivas rodas sociais, porém, não tinha o que mais queria.
Baladeiro de plantão, foi convidado a um dos maiores eventos do ano em São paulo, lá tentaria preencher seu único vazio.
Adriana Pereira, garota humilde, muito aplicada a tudo o que fazia. Era bolsista e aluna exemplar de uma universidade próxima ao Morumbi em São Paulo. Tinha muitas amigas, mas não tinha o seu amor.
Adorava eventos essa garota menina. Com seu suor, comprava entradas para a balada do ano em São Paulo.
Esses dois elementos, frequentemente se encontravam, rodava uma troca de ois e de olhares. Passaram. E agora se encontrariam juntos no mesmo lugar, sem os afazeres do dia-a-dia.
Eis que chega o dia. Eis que chegam ao lugar. Eis que a festa começa, e o suspense juntamente. Ele sempre a observava, ela era o que ele precisava, mas ele travava. De repente, travado, algo nunca comum. Ele não conseguia se mexer.
Não conseguia...
Não conseguia...
A noite passa, e ele não quer perdê-la.
Resolve dar seu corpo à embriaguez. Perdera o controle. Tornara-se um boneco do acaso.
A noite... passou. A madrugada... correu. E não é ele que sabe o que aconteceu...

Proposta de Redação - Conto de fadas ou realidade?

Como exemplo aos alunos, foi lida em sala o conto de Guimarães Rosa, intitulado Fita Verde no Cabelo. Convido vocês a lerem este conto e as produções de alguns alunos, as quais deveriam conter elementos que relembrassem um conto de fadas.

Havia uma aldeia em algum lugar, nem maior nem menor, com velhos e velhas que velhavam, homens e mulheres que esperavam, e meninos e meninas que nasciam e cresciam. Todos com juízo, suficientemente, menos uma meninazinha, a que por enquanto. Aquela, um dia, saiu de lá, com uma fita inventada no cabelo.
Sua mãe mandara-a, com um cesto e um pote, à avó, que a amava, a uma outra e quase igualzinha aldeia. Fita - Verde partiu, sobre logo, ela a linda, tudo era uma vez. O pote continha um doce em calda, e o cesto estava vazio, que para buscar fambroesas.
Daí, que, indo no atravessar o bosque, viu só os lenhadores, que por lá lenhavam; mas o lobo nenhum, desconhecido, nem peludo. Pois os lenhadores tinham exterminado o lobo. Então ela, mesma, era quem dizia: "Vou à vovó, com cesto e pote, e a fita verde no cabelo, o tanto que a mamãe me mandou". A aldeia e a casa esperando-a acolá, depois daquele moinho, que a gente pensa que vê, e das horas, que a gente não vê que não são.
E ela mesma resolveu escolher tomar este caminho de cá, louco e longo e não o outro, encurtoso. Saiu, atrás de suas asas ligeiras, sua sombra também vindo-lhe correndo, em pós. Divertia-se com ver as avelãs do chão não voarem, com inalcançar essas borboletas nunca em buquê nem em botão, e com ignorar se cada uma em seu lugar as plebeinhas flores, princesinhas e incomuns, quando a gente tanto passa por elas passa. Vinha sobejadamente.
Demorou, para dar com a avó em casa, que assim lhe respondeu, quando ela, toque, toque, bateu:
- "Quem é?"
- "Sou eu..." - e Fita Verde descansou a voz. - "Sou sua linda netinha, com cesto e com pote, com a Fita Verde no cabelo, que a mamãe me mandou."
Vai, a avó difícil, disse: - "Puxa o ferrolho de pau da porta, entra e abre. Deus a abençoe." Fita Verde assim fez, e entrou e olhou.
A avó estava na cama, rebuçada e só. Devia, para falar apagado e fraco e rouco, assim, de ter apanhado um ruim defluxo. Dizendo:
- "Depõe o pote e o cesto na arca, e vem para perto de mim, enquanto é tempo."
Mas agora Fita Vede se espantava, além de entristecer-se de ver que perdera em caminho sua grande fita verde no cabelo atada; e estava suada, com enorme fome de almoço. Ela perguntou:
- "Vovozinha, que braços tão magros, os seus, e que mãos tão trementes!"
- "É porque não vou poder nunca mais te abraçar, minha neta...." - a avó murmurou.
- "Vovozinha, mas que lábios, aí, tão arroxeados".
- "É porque não vou nunca mais poder te beijar, minha neta..." - a avó suspirou.
- "Vovozinha, e que olhos tão fundos e parados, nesse rosto encovado, pálido?"
- "É porque já não estou te vendo, nunca mais, minha netinha...." - a avó ainda gemeu.
Fita Verde mais se assustou, como se fosse ter juízo pela primeira vez.
Gritou: - "Vovozinha, eu tenho medo do Lobo!..."
Mas a avó não estava mais lá, sendo que demasiado ausente, a não ser pelo frio, triste e tão repentino corpo.

A Princesa do Morro

Era uma vez uma mulher muito bonita e rica que morava no Leblon no Rio de Janeiro, ela se chamava Maria Ester e tinha uma baita casa, muito grande, com muitos empregados, só que com uma diferença todos moravam no Complexo do Alemão.
Um certo dia, uma dos empregados dela foi premiado com uma TV que ganhou da patroa Maria Ester, então a empregada, que se chamava Maria da Cruz, pediu um favor:
- Dona Maria, a senhora poderia levar a TV lá na minha casa.
- Sim, claro, só que eu vou levar só à noite.
Então, quando anoiteceu, Maria Ester foi ao Complexo do Alemão levar a TV, mas ela foi na hora errada, foi justo na hora do Baile Funk, só que ela não levou um susto, caiu no funk, e ainda conheceu um cara que se chamava Zina, mas ele era bandido, só que ela dançou, dançou e dançou, mas tava ficando tarde e então ela saiu correndo pela favela e perdeu um sapato de couro.
No outro dia, ela estava na casa no Leblon e percebeu que estava só com um sapato mas nem ligou, ela foi tomar café e a Tv estava ligada no Jornal da Record e tava passando um bandido procurando por ela, enfim ele a achou, mas não contava com a polícia atrás dele. Logo a polícia descobriu onde ele e ela estavam. Arrebentou a porta da casa e metralhou os dois. Tanto o Bandido Zina quanto a Princesa do morro, Maria Ester, morreram.

Escrito por: David

José e o pé de maçã

Era uma vez um menino chamado José, morava em uma casa muito simples, onde vivia com seu pai e sua mãe. Um certo dia José estava catando papelão para ajudar seus pais, depois do meio-dia, ele foi vender o papelão , conseguiu um pouco de dinheiro, e foi comprar algumas maçãs, chegando próximo ao supermercado, um homem ia passando e lhe perguntou:

- Menino, onde está indo?

- Comprar algumas maçãs – respondeu José.

E o homem lhe disse:

- Eu tenho algumas sementes de maçãs, que são mágicas.

José, acabou comprando essas sementes, e as plantou próximo à sua casa, não demorou muito, cresceu uma árvore gigantesca em sua frente. Ele, muito curioso, acabou subindo na tal árvore, chegou até o céu, e viu muitas árvores de maçãs, pegou muitas maçãs e as vendeu, conseguiu comprar uma casa muito melhor para sues pais, e viveram felizes para sempre.

Escrita por: Antônio

Ventania

João, José e Joaquim, três irmãos. Vidas diferentes, mas com chances semelhantes. João, o mais sonhador, empregou sua vida ao sonho de ser músico, um verdadeiro rockstar, não dara importância aos estudos e imgressara numa banda de amigos. José, o mais narcisista, dedicara-se amplamente à noite. Alugara um clube e, com um empréstimo, montara seu negócio, seu próprio bar. Joaquim, este, como consideravam os irmãos, “perdera” seu tempo atrás de livros e cadernos. Cursou uma faculdade, e ingressou em uma empresa multinacional.

Eis que um dia, um furacão se abate sobre a cidade. Onde passava, assoprava para longe qualquer coisa que estivesse em seu caminho. Ao passar pela vizinhança de João, José e Joaquim, não teve preconceito ou discriminação alguma.

Uma cidade devastada. Certo dia, a representante da loja que vendeu instrumentos à banda de João chega à sua casa. Traz-lhe uma intimação e suas contas, essas que acabam com a auto-estima de João, como uma casa de palha assoprada por um forte vento.

Em outra ocasião, José é convocado ao banco. Precisava pagar suas contas, mas não tinha como. Sua “casa de madeira” havia desmoronado.

Joaquim, o eterno estudante. Há uma coisa que não estudou nos seus cursos. A sorte, essa que derrubou a empresa onde trabalhava. É, não é toda construção feita de tijolos ou blocos que sobrevive ao acaso...

Escrito por: Tiago

Pinóquio

O garoto Pinóquio, já na forma humana, interrompe sua brincadeira com os amiguinhos ao de súbito ouvir paralelamente os estalos das bolinhas, a voz de seu pai.

Antes mesmo que seu pai pensasse em chamar pela segunda vez, ele se postou imediatamente em frente à mesa que seu pai trabalhava.

O pai de Pinóquio lhe disse que era para buscar o uniforme na casa da senhora Valner que estava pronto. Pinóquio não tardou em cumprir o pedido do pai, e enquanto andava lhe subia a mente como seria o primeiro dia de aula, empolgado, não via a hora de chegar o dia seguinte para iniciar suas aulas. Mas Pinóquio demorava e Gepeto, seu pai estava mais preocupado, ao que seus olhos a cada dez segundos conferiam o ponteiro que indicava oito horas da noite, não esperou nem mais um minuto e alertou a polícia que de imediato começou as buscas.

E no dia seguinte uma lágrima transbordando tristeza em frente a um corpo queimado ao mistério.

Escrito por: Ednaldo